Alemanha tem o segundo maior mercado de jogos para PC do mundo, atrás somente dos Estados Unidos, facto que em parte explica o sucesso do stand da Blizzard na Games Convention, onde o público enfrenta boas filas para colocar as mãos em “StarCraft II” e “World of WarCraft: The Wrath of Lich-King”. A verdade é que a produtora tem dois grandes títulos em vista, sendo um deles a próxima versão de uma das mais amadas franquias de estratégia em tempo real.
Durante uma conferência para a imprensa, a Blizzard explicou como vai funcionar o sistema de missões do jogo, não se antes, num delicioso histórico, relembrar “Warcraft II” (“missões simples e ‘campanhas espelhadas “), “StarCraft” (“fases mais complexas e enredo integrado”) e “WarCraft III” (“missões variadas e interessantes, com história e personagens contíguos”).
Por esta altura, deves estar curioso para saber o que a produtora tem em mente para “StarCraft II”. Afinal, embora o jogo seja quase uma “actualização” do original, a campanha single-player é totalmente inédita, e promete abordar factos como o retorno de Kerrigan e o mistério de Xel’Naga.
As novidades começam entre uma missão e outra. A demonstração aconteceu com a raça Terram, quando os personagens principais estão reunidos no “deck” de uma nave. O jogador, com seu personagem – mas sem controlá-lo diretamente -, pode navegar por diferentes ambientes e dialogar, tal qual num adventure. Nestes momentos, os personagens são exibidos de perto na interface 3D da própria tecnologia gráfica, com direito a animações e modelação caprichadas. A idéia é criar novas, interactivas e envolventes formas de narrar o drama.
No caso do Terran, grande parte do sucesso no jogo depende de conseguir dinheiro para, entre as fases, comprar novas unidades e actualizações. Isso, porém, não necessariamente se repete com as demais facções, que têm as suas próprias prioridades e objetivos.
“StarCraft II” é o mais novo jogo do gênero a aderir ao mapa interativo, através do qual se exploram diferentes planetas, conhecidos ou não, em busca de missões. Em suma, o final continua sendo um só, mas desta vez a forma de chegar até ele pode ser diferente, o que aumenta o factor “replay”.
Quem acompanha a Blizzard, mesmo que de longe, sabe que a empresa não costuma brincar em serviço: demora o tempo que for preciso para lançar seus títulos, muitas vezes passando por seguidos adiamentos, e até cancelamentos, se necessário. Porém, a recompensa, para os jogadores, são jogos sólidos, divertidos e, muitas vezes, inovadores – ainda que baseados em idéias amplamente exploradas. “StarCraft II” parece não fugir à regra.